quarta-feira, 23 de novembro de 2011

E aquela vontade que eu tenho de voltar a usar nossas fotos?
Aquela sensação de que você está em todas as partes,
nos cadernos, pixações das paredes, nas carteiras, nas paredes dos banheiros...
Declarando nosso amor eterno de um dia, talvez uma semana...

De repente sinto aquela palpitação, e meu mundo cái... as fotos que eu vejo
não são mais comigo, tem outra pessoa do seu lado.
Seu coração é meu, então provavelmente você usa outras partes do corpo pra sentir.
Como pode ser tão cruel?
Como pode ser tão infantil?
Como pode ser tão mulher?
Como pode não ser tão você?
Pára de criar personagens dentro de si. A gente ta indo pra guerra.
Mas eu não posso guerrear, com apenas uma pessoa...
Uma contra uma indecisão...
"Simplesmente, eu sou eu, e você é você... é vasto, vai durar!"
Vou te congelar, te por de ponta cabeça no meu congelador.
Vou tatuar aquela nossa musica nas costas, para que todos possam ver, que um dia eu amei.
Ah, me desculpe, nossos olhares não duraram mais de um minuto. Estou com frio.
Aprenda a morrer, que aprenderemos a viver, pra sempre.
Me olhe nos olhos como o tempo não passasse.
O tempo não acaba. Somos eternas por nós mesmas.
Não sinto muito por nada.
Ninguém é de ninguém... mas eu era sua.


quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Snow diz:
*vc eh chata pq qr
*grossa pq qr
*sarcastica pq qr

'    Cacau disse (00:10):
*Não, eu nasci assim mesmo
'    Cacau disse (00:13):
*Triste quando não se quer salvar algo que ainda não morreu

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Inaceli diz:
*nada melhor que o tempo lhe garanto
'    Cacau diz:
*na verdade a gnt não tem tempo
*e vai ficar pior
*cada vez pior
Inaceli diz:
*vc ainda estão ficando, é isso
'    Cacau diz:
*não
*não temos mais nada
*nem amizade
*só o rastro do que ja foi
Inaceli diz:
*chato né linda
'    Cacau diz:
*eh
Inaceli diz:
*vai dá tudo certo
*vou toçer por vc
'    Cacau diz:
*não há o que acontecer
*ja era
Inaceli diz:
*fica triste não, linda
'    Cacau diz:
*ja estou, e faz semanas


... E acabou, acabou...
Não volte pra casa meu amor que a casa é triste, desde que você partiu aqui nada existe...

sábado, 12 de novembro de 2011

Cherry diz:
*pra vc o q é o amor?
' Cacau (Eparrei) diz:
*no sentido romantico ou no sentido amplo?
Cherry diz:
*romantico
' Cacau (Eparrei) diz:
*Saber compartilhar sua alma, sem medo
*Hum
*Ficou bom isso, hein?!
*rs
Cherry diz:
*sim
*mto
' Cacau (Eparrei) diz:
*e pra você?
Cherry diz:
*pra mim é uma coisa ruim
*mas as vezes eh bom sei la
' Cacau (Eparrei) diz:
*eh por que assim, eu idealizo, idealizando fica tudo muito lindo e perfeito
*Mas na pratica, as vezes destruir corações faz bem pro ego
*\
*essa é a realidade

Um dia meu temporal vai passar
Coração com buraquinhos
Nuvens chuvosas
Armaduras reluzentes
Princesas e florestas encantadas
Palcos e platéia
Rostos inchados de tanto fingir pra si
Hipocondriacos incuraveis
Rimas desconexas
Sensação de vazio completo
Sensação de completo
Realidade inventada
Choro desengonçado
Abraço de ilusões
Um presente inusitado e
Um sorriso brotando no meio de uma briga.

11.11.11

terça-feira, 25 de outubro de 2011


Ninguém morreu, esse choro é apenas mais um que cai sem esforços.
Eu tinha uma dor, ela continua aqui. Provavelmente a levarei para sempre.
As vezes ela fica guardada, amortecida, mas ela sempre vai estar comigo.
Minha companhia.
Nunca tive alguém que eu pudesse chamar de herói, para mim... isso não existe.
É um espaço vazio.
Uma mentirosa em potencial, que fala as piores verdades, nas horas erradas.
Sentimentalista de merda.
Ciumenta, pisciana e grossa.
Alguém que você nunca vai conversar e saber o que acontece.
Palavras não são papéis.
As palavras são tinta.
Preencho todos os espaços vazios, com o vácuo. A seco.
Não fique assim, é apenas mais uma vida.
Substituível.


25/10/2011



... Antes do mundo virar as costas,
antes de você preparar seu andar
antes de você mostrar quem não pode ser
antes da musica parar
antes das coisas mudarem de rumo
antes da ultima batida
antes do ultimo gole
minha corda ja estava bamba no medo
de se perder
de te perder
de ter que sofrer
De repente a corda foi pro pescoço.
Respeitável publico, esse foi mais um horroroso espetáculos de almas.
Estranhamente mal descrito e super-real.
Abaixem as cortinas... o que não se vê é mais interessante.
E se jogou pra si e se enforcou num sorriso de sonhos.

domingo, 16 de outubro de 2011

Equilibrista na corda bamba do amor*



Era o vigésimo espetáculo do ano e o centésimo desde que o Don Benê havia montado o “Circo Rêverie”, havíamos planejado um apresentação deslumbrante, e deveria ser a melhor que todos já teriam visto.
Desce pequena eu adorava alturas, ver o mundo de cima sempre me dava novas idéias e emoções.
As luzes se apagaram, me posicionei ao lado da corda embaixo do trapézio que estava em cima do centro do palco. Tentei olhar para alguma estrela no céu, pela única fresta aberta da lona, respirei e comecei a subir. Primeiro força nos braços, depois nos pés, braços, coxas e pés...  Alcancei o trapézio após repetir isso algumas vezes. Haviam colocado uma musica de fundo, mas eu não conseguia ouvi-la ainda, estava concentrada demais. Apoiei a parte de trás dos joelhos no trapézio e logo fiquei de ponta cabeça, estendi os braços para baixo e segurei os de Mel que subia que mesma corda que eu estava há segundos atrás. Puxei-a, fazendo com que ela ficasse em pé, rapidamente ela me puxou, nossos olhos se encararam. Comecei a fazer impulso para que o objeto se movimentasse como uma balança. Estendi os braços o máximo que eu consegui e me joguei no outro trapézio que tinham jogado.
Nossas roupas eram feitas com fibras e borrachas resistentes, com as laterais de néon. Minha cor era a violeta, por tanto lá, sempre me chamavam assim: - “Violeta”. Quase não me recordava qual era o meu nome de batismo, mas nos colégios sempre faziam questão de lembrar na hora da chamada.
Mel me segurava com uma das pernas, enquanto eu me posicionava para a dança trapézica.
O que a gente fazia ali em cima era mais do que uma apresentação, era um jogo de cuidado, respeito, força, determinação, mas a cima de tudo: coragem e amizade, se faltasse alguma coisa, com certeza não daria certo. Por isso sempre escolhiam muito bem as ações e ensaiávamos muito para não sair nada errado.
Muitas vezes aquelas luzes multicoloridas me irritavam a vista, mas ali que entrava a parte do “foco” que o Don Benê sempre ensinava para todos. Não era qualquer um que poderia entrar no circo para se apresentar, o Circo é nossa casa, nossa vida, nossa alma e nosso coração. Eu sentia orgulho de poder fazer parte de toda aquela alegria, poder ser e fazer alem do que eu imaginava que podia. 


(tentativa um)

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

A Bíblia NÃO condena a homossexualidade
As investigações científicas mais recentes demonstraram e denunciaram erros de tradução e de interpretação nas passagens que dizem respeito à homossexualidade. A maioria define claramente, como por exemplo em Ezequiel 16, 48-49 e no Livro da Sabedoria 9, 13-14, qual foi o pecado de Sodoma (Génesis 19): orgulho, ódio, abuso, dureza de coração. Sexo nunca é mencionado. Também o termo “não natural”, por exemplo, que encontramos na Carta aos Romanos 1, 28-29 devia ter sido traduzido pelos termos “atípico” ou “não convencional”. A Bíblia lida em coerência com os seus próprios termos e contexto, não apresenta nenhuma condenação explícita dos actos homossexuais. Ver D. A. Helminiak, What the Bible Really Says About Homossexuality, Alamo Press, 1994.

O Cristianismo NÃO se opôs sempre à homossexualidade
Até cerca de 1200, excepto no período por volta da altura da queda do Império Romano, a homossexualidade era, em geral, aceite na Europa cristã. No século VII, na Espanha Visigoda, uma série de seis conselhos nacionais da Igreja recusaram-se a apoiar a legislação do soberano contra actos homossexuais. No século IX códigos penais extensos por toda a Europa tratavam de questões sexuais detalhadamente, mas nenhum fora de Espanha proibía actos homossexuais. Pela altura da Alta Idade Média existia uma sub-cultura gay emergente e um corpo de literatura gay padrão estudada nas Universidades dirigidas pela Igreja. Ver J. Boswell em Christianity, Social Tolerance and Homosexuality, University Chigago Press, 1980.
Na prática da Igreja, procriação NÃO é essencial para ter relações sexuais
A filosofia estóica defendia que a concepção de bebés era a única razão eticamente aceitável para ter relações sexuais. O Cristianismo desde cedo incorporou esta noção na sua doutrina e algumas igrejas invocam-na para condenar a homossexualidade. Contudo, muitas destas igrejas permitem o uso de contraceptivos e permitem o casamento (e relações sexuais) entre casais que sabem serem estéreis ou entre casais que já ultrapassaram a idade para procriar. Até mesmo a Igreja Católica enfatizou recentemente a importância da união emocional e da partilha do amor como centrais para a intimidade sexual. Evidentemente, as igrejas não acreditam que a única e principal razão para a intimidade sexual é a procriação.
O argumento da “complementaridade” NÃO é coerente
Supostamente a complementaridade dos sexos é uma requisição estabelecida por Deus para os relacionamentos sexuais. Mas a “masculinidade” e “feminilidade” são estereótipos. Na realidade, as características da personalidade das pessoas são mistas e abrangem tanto a esfera do masculino e como a esfera do feminino. Quaisquer duas pessoas, heterossexuais ou homossexuais, podem facilmente qualificar-se como complementares nalgumas características psicológicas, ou noutras. Deste modo, a complementaridade em questão só pode ser biológica. Ora, apelar à complementaridade é só uma maneira de dizer que só uma mulher e um homem podem partilhar a intimidade sexual. Logo, o verdadeiro argumento é este: as relações sexuais homossexuais são erradas porque sexo entre um homem e uma mulher é que está certo; casais homossexuais não podem partilhar nenhuma intimidade sexual porque não são heterossexuais. O argumento não explica nada, é circular, a verdadeira questão fica por responder. Indo um pouco mais longe, o argumento da complementaridade afirma que o único acto sexual permissível é a relação sexual entre pénis e vagina, mas não apresenta nenhuma razão para esta afirmação (na qual poucos acreditam, de qualquer modo).
A homossexualidade NÃO é uma doença
A Religião afirma que a homossexualidade é uma aberração em relação à ordem da criação de Deus. Contudo, a maioria das investigações científicas – zoológica, médica, psicológica, sociológica e antropológica – mostram que a homossexualidade é uma variante normal. Não só é prevalente em muitas espécies animais, como nos humanos a homossexualidade tem uma base biológica, é fixada no início da infância e presente em praticamente todas as culturas conhecidas. Não há nenhuma prova credível de que a orientação sexual pode – ou deve – ser modificada. A não ser que ser simplesmente homossexual em si venha a ser considerado como uma patologia com que se nasce, a ciência actual não é capaz de detectar nada de “doente” na homossexualidade e considera-a parte do mundo que Deus criou.
Os homossexuais NÃO são irreligiosos
Muitas pessoas condenam os homossexuais afirmando que são contra Deus e pecadores, mas os homossexuais cristãos contemporâneos reconhecem a sua auto-aceitação como fruto da graça de Deus. Eles testemunham que desde que “se assumiram” sentem-se mais felizes, mais saudáveis, mais produtivos, mais afectuosos, mais em paz, mais alegres e mais próximos das outras pessoas – e mais próximos de Deus. De acordo com o critério de Jesus “Pelos seus frutos os reconhecerás” (Mateus 7, 16) os homossexuais cristãos devem ser verdadeiros profetas do nosso tempo. Pelo contrário, colocar a tônica nos piores elementos e exemplos da comunidade homossexual – ou heterossexual – é uma maneira injusta de avaliar a questão.
*Traduzido por Rita P. Silva de “Religious Arguments Against Homosexuality” © Daniel Helminiak
Se formos analisar de acordo com a realidade social das pessoas, aos olhos de algumas religiões não faríamos quase nada, como pelo Catolicismo nem usaríamos a caminha para prevenção, só faríamos sexo para reprodução, mas sabemos que sexo não é só para isso, pesquisas científicas e Médicos comprovam que uma vida sexual saudável, independente de Homo, Bi ou Hetero, faz muito bem para a saúde física e emocional de qualquer ser vivo, o importante é estar bem resolvido e fazer qualquer coisa que seja no limite.
No entanto, enquanto uma pessoa não estiver bem preparada e viver com sentimento de culpa, vai estar se martirizando do mesmo jeito. Tire esse peso das costas. Se privar de encarar sua realidade como realmente sente e quer ser na essência, baseado numa visão externa vai deixar de viver a sua própria vida e sim viver a vida que outros querem para você.
E uma pessoa adulta pode e deve buscar o que é melhor para si mesma, distinguindo o que é bom e mal, mas no seu próprio embasamento. Construa sua vida, seus princípios, seus norteamentos, sim baseados nos que você se identifica, mas não ser igual a nada e ninguém. Seja honesto com você mesmo. Você não é uma cópia, você é único, seja mais você e viva buscando a SUA felicidade.
Existem tantas coisas ruins, tanta destruição no mundo e entre as pessoas que ficar recriminando a sexualidade saudável é falta do que fazer e se preocupar.

Autora: Aline S.  
Fonte http://paradalesbica.com.br/2011/09/homossexualidade-e-religiao/

segunda-feira, 5 de setembro de 2011


Uma semente, sua solidão, acaso...

Gostaria de saber, por um dia, o que é ter um sentimento de preenchimento completo, porque a de vazio completo eu já sei e vivo inteiramente.
Em caráter de exceção eu poderia te fazer feliz pro resto da vida, nunca iria te fazer sofrer, e morreríamos lado a lado em uma cama confortável. Mas me desculpe, eu não existo, sou fruto da sua imaginação ideal.
Sempre sem tempo, corre de um lado para o outro, sem sair do lugar, sem perceber, sem sentir, respirando por protocolo, vendo sem ver, respondendo sem pensar, critica as coisas sem saber o que se passa, “O tempo está curto, me desculpe? Deixa-me passar, com licença.” Atrapalha o próprio tempo, está lendo, está rápido, o final do mês demorará, hoje é apenas dia 5. “- Dois mais dois, igual a quarto.” “-Pegue uma borracha, hoje é igual a seis, e amanhã terá um aumento.” “Já estou pronta para tudo!” “Agora não, deixe-me passar” “Por que não me ligou, eu te esperei enquanto trabalhava de madrugada” “Oi estamos mentindo para você nos acompanhar diariamente, faça o que dissermos, porque estará certo.” “Não, estou ocupada, com licença.” Sempre não, depois, talvez... O que se faz quando não se tem tempo para viver? O que se faz enquanto espera o tempo, ter tempo para você? Quanto tempo você vai ficar esperando ter tempo, para ter tempo? O tempo não anda mais devagar só porque se corre contra ele, ele não está nem contra nem a favor. Todas as horas estão erradas, não existe momento certo para se mentir, não procure uma hora certa para mentir para mim, o relógio está desprogramado, mas não parado. Ouça o tic-tac, ele vai explodir. “Pare de tomar chá, isso é perca de tempo.” O tempo não se perde, nem você o perde, sempre vem outro atrás, tão parecido quando o que o atropelou, mas fica diferente a cada segundo... minuto, completamente mudado, e sempre o mesmo. “Quer ser igual ou diferente? Tanto faz... os diferentes são iguais a alguns, os iguais não são tão iguais assim.” Isso tudo é mentira. “Sim, eu arrumei o momento certo de mentir para você, finja que entendeu e sorria.”

domingo, 14 de agosto de 2011


Hey pai, estou pronta para nosso dia perfeito juntos!
Acordei cedo para que possamos desfrutar todos os minutos desse dia... Já está tudo pronto! Estou tão feliz com tudo isso, mas espere um pouco, você não deveria estar ao meu lado para que pudéssemos fazer juntos? Mas o que um pai e filha fazem juntos num final de semana só deles? Eu achei que éramos amigos. Mas você nunca esteve aqui. Você nunca esteve ao meu lado. Como posso saber o que faremos se estou sozinha, com um monte de tralhas que nem sei pra que servem? Poderíamos sair juntos, mas você deveria andar ao meu lado, e não atrás fingindo que não me conhece em público. Poderíamos passear de moto por ai... Mas eu deveria estar no banco do passageiro e não em casa, porque você tem vergonha de mim. Você não quer saber quem sou, e acho que nem te interessa. Desculpa se não sou perfeita Papai... Você me julga sem nem ao menos me conhecer direito. Mas o mundo mudou e eu cresci... Não sou seu orgulho, pois você... NÃO É MEU HERÓI!!!!!!!

sábado, 13 de agosto de 2011


Aconselho que fechem os olhos – Parte IV- Final

Não quero mais ouvir falar que está com saudade, sendo que nem se quer lembrava de mim. Não quero mais abraços sem sentimentos. Não quero mais palavras de afetos, de pessoas que fazem completamente oposto. Não quero que você finja se importar comigo. Não quero que você faça coisas pra eu acreditar em mentiras. Não quero que fantasie coisas, quando eu preciso da realidade pra sobreviver. Não quero mais despedidas, impondo coisas a mim, que não aconteceram. Não quero mudanças sem endereço.
As vezes olhava pra mim, eu ficava com medo, mesmo que fosse brincadeira. Aquela falta de expressão, aquela falta de sentimento, aquela falta de... vida, me arrepiava por dentro. Te arrepiava... O rosto virava, andava... sorria e falava sem mover a boca, chorava sem lagrimejar,. Nós odiamos. Nós amamos.
Os para-médicos chegaram, tentavam curar meus devaneios, minha lucidez, minhas lembranças, perdi o controle das palavras, elas nunca tinham feito algum sentido, de repente começaram a fazer, eu não entendia, talvez alguém tivesse me dopado, ou estivesse sobre algum tipo de droga emitida pelo ar. Você era tão real.
“Por favor, volte agora pensamentos! Volte minha vontade de viver por mim! Desconheço essas vontades! Não, não leve metade de mim...Não, não me leve inteira! Não leve o que eu poderia ser, nem o que eu sou. Oh! Por favor, pára de pular no palco! Pára de usar meu coração, pára de bater nele, ele só bate em mim, pare de usa-lo! Agora!”
Não quero mais pessoas falando junto comigo. Comecem a rezar. Quero que todos falem junto comigo. Jogue suas opiniões pela janela. Se olhe no espelho. Sua melhor opinião é a que virá agora. Pare de planejar. Compre uma agenda. Vamos pegar todas as suas inseguranças, joga-la sobre você e te cercar das piores idéias do mundo. Não tente sair, você é um nada. Você pode, você consegue, se abra, não precisa ser quem você é, eles vão te aceitar se você copiar.Eles te amam, eles te odeiam. “Onde está seu sorriso amarelo, para combinar com sua calça boca de sino?” Seja original, todos vão te copiar, seja um líder. Pare de cantar musicas dizendo que não se importa com dinheiro, sendo que você ganha milhões por esse single. Quando ele amar você. Quando ele te odiar. Então eu não conheço você. Eu te vi crescer. Seu cabelo não é liso! Seus peitos não são desse tamanho! Como você pode dizer que odeia falsidade? Olhe ao redor, todos de desprezam. Sorria, todos te invejam. Acene, sua vida está sendo notada.
Eu te digo o que fazer. Por que você é tão viciada em mim? Você é melhor que isso. Ele te deixou. Ela te deixou. Eu sei, ele sabe, sua madrasta soube. Sua mãe não te ama, deixa você sair com quem você quiser, pra nunca te ver em casa. Seu pai prefere cigarros e café. Todos estão ficando doentes por sua causa. Respire, tudo dá certo no final. Se não deu certo, é por que não chegou ao fim. Criança estúpida, faz tudo errado. “Como você pode ser tão ruim e tão bom ao mesmo tempo? Vou te levar pra casa, te farei assinar todos os meus cadernos, e veremos filmes até o amanhecer.” Você dorme no chão, que é o lugar mais perto do inferno. Se cubra, vai fazer frio. Você ta tão linda. Você é tão lindo. “Quer um pouco do meu pó?” Vamos descer do palco, outras histórias que estão em foco. Fique séria, faça o que você ensaiou. É sua vez! Saia! Você está fora de foco. Eu te amo. Eu te odeio.

sábado, 16 de julho de 2011


Aconselho que fechem os olhos – Parte III


Meu medo tinha medo de mudar de nome e eu esquecê-lo, desse jeito ele se fazia lembrar em todos os momentos. Tudo poderia ser chamado de medo, covardia, imutabilidade, pesadelos, repetição... Me via sentada por vários momentos do dia, mesmo sem agüentar, cansada da mesma posição, não levantava, pois todos estavam sentados.
Levantei os braços e comecei a bocejar, não podia fechar os olhos, vigiava se alguém via minhas caretas, rapidamente abaixei os braços e coloquei as mãos no rosto.
Se o medo me acuar, eu não posso revidar, sou fraca demais pra opinar.
Se o medo reviver, jamais irei vencer, prefiro me fazer morrer.
Abri a janela, era 1h30min da madrugada, minha mãe tinha feito a mala, ela ia viajar, e mais uma vez em casa eu ia ficar, com medo de alguma coisa mudar. Os carros estavam parados, a avenida estava calma, as unhas já ruídas, a luz do computador cegando lentamente... tinha resquícios na cabeça, do ultimo episódio lançado que semanalmente eu via de um seriado, olhava para os lados, esperando que as coisas estivessem no mesmo lugar.
Eu queria mudar, com as coisas no mesmo lugar. Eu queria mudar as coisas, e continuar a mesma. Eu queria me mudar junto com as coisas. Eu queria que tudo permanecesse igual. Eu quero confiar, mas tenho medo de me decepcionar. “Oh! Isso faz parte da vida, minha querida.” “Me metalizarei então, nada vai me abalar!” “Medrosa!” “Não, eu não sou, essa sou eu, eu sou assim e pronto! Não me questione!” “Medrosa!” “Não! Eu não sou!” ”Então, qual foi a coisa mais louca que você já fez?” “Que?” “Qual foi a coisa mais louca que você já fez?” “Fui feliz!”

Aconselho que fechem os olhos – Parte II


Era segunda-feira, você veio até minha casa trazendo seu sorriso e usando as melhores intenções. Aquela era semana de prova, e precisávamos estudar, você para saber lidar, e eu, para Biologia.
O barulho do carrinho de churros me irritava por mais um dia, aquela musica da Xuxa me fazia fechar as janelas em pleno verão.
“Oi, bom dia, posso te tocar?”
Andei pela casa tentando não te olhar. Aquele dia ia ser difícil arrumar mais uma desculpa, ou ... mais alguma desculpa.
Peguei um copo d’agua. Queria entrar dentro dele, e me beber. Olhei para o sofá, você ainda estava lá. “Oi, bom dia, posso te tocar?”
Respirei fundo, maquiei meu melhor sorriso, e fui ao teu encontro. “Oi, bom dia, você está com fome?” “Oi, bom dia, posso te tocar?”
Minhas pernas não paravam de balançar, estava ansiosa por aquele momento, e ao mesmo tempo não queria. Minhas notas não eram tão ruins, no semestre seguinte já tinha fechado no segundo bimestre. “Oi, bom dia minha Querida, posso te tocar?”
Quando eu olhei minha respiração já era a sua, e nossos livros não se desgrudaram. Odiava marionetes, ainda mais quando se tratava de você. Como pude deixar você entrar? Virei a pagina do livro, suas mãos procurava por desenhos, achou-os. “Oi, bom dia, posso te tocar?”
Eram apenas 2 meses te enrolando, eu não sabia o por que eu te fazia bem, mas eu não sentia a mesma coisa por você.
Virei a pagina novamente, naquele livro tinha que ter alguma frase que ia me ajudar a me sair bem na prova. Faltavam duas horas.  “Oi, eu posso te tocar? Oi, eu posso te tocar? Bom dia!!!” Dei a resposta certa, para a pessoa errada. Ainda faltavam algumas questões, já que tinha que terminar a avaliação, que fosse rápido. Peguei a matéria e a respiração, me sentei. “Bom dia! Bom dia! Bom diia!” “Quem mandou você ser Cleptomaníaca de corações? Vai provar do próprio veneno, sua idiota!” “ Não, claro que não, impossível, um amador, nunca cai nas suas próprias armadilhas.” Eu deveria estar no espaço sideral, viajando, como uma astronauta, queria poder responder aquilo. Não podia te olhar. Eu não ia colar. “Provas são sempre iguais não? Não. Depende de quem a aplica, se ela te deixa confortável e confiante, ou não.”  “Bom dia, My Darling! Bom dia!” Eu estava desesperada, eu não tinha estudado para aquilo. Poderia acabar logo meu tempo. Me segurei, cruzei os dedos, o sinal bateu.  “Tenha um bom dia”



Aconselho que fechem os olhos – Parte I


Eu tentei ser mais forte, tentei superar o medo de perder meus amigos, tentei ajudar pessoas na rua, tentei não ficar com peso na consciência por não dar esmolas, tentei ser uma boa aluna, tentei ser boa namorada, tentei ser boa funcionária, tentei não ser quem eu era para satisfazer os prazeres da sociedade “olhos fechados pro mundo”.

Depois de um tempo descobri que tentar não era o bastante, nada ia se transformar, parti pra briga, alimentei o espírito, bebi coragem, pintei uma armadura e fugi pra mim. Me presenciei em coisas que se eu fosse eu, não faria, me juntei em bandos que me olhando de longe eu me bulinaria. Garanti que se eu fosse eu, jamais me seria. Daí em diante tracei minha meta, nunca me ser. Okay, me juntei em mim e fingi te ser.

Te sendo, descobri o quando você se parecia comigo, você sendo você me encantava cada vez mais, e me desequilibrava só de te ouvir respirar. Eu te pertencia em mim, você não gostava de pertencer a ninguém, mas seus olhos eróticos me chamavam tão alto, gritavam escandalosamente, meus olhos te ouviam e te gravavam nas melhores notas musicais.

Quando eu me olhava no espelho eu te via, sorria com meu reflexo. "Você não sabe nada sobre mim. Não, você que não sabe nada sobre você." “Todos nós temos um lado que ninguém mais conhece”. As paredes pichadas com devaneios faziam o cenário de fundo e sua respiração ofegava como a trilha perfeita. Dei um passo a frente para te abraçar, fiquei me perguntando por quanto tempo mais eu ia permanecer me abraçando. Você sempre soube que eu não era eu, mas... não sabia quem eu realmente era, é difícil de se ver em mim?  Soltei-me, pensei por um instante me ser novamente, mas não seria conveniente “tentar” outra vez. Sem querer, cai em mim. Me arrastei tentando escalar as estrelas, o destino dobrou a esquina, inspirei a raiva, eu não acreditava em destinos, eu tinha minhas próprias opiniões... Não, eu não tinha. Você achava que as coisas apenas aconteciam, então assim haveria de ser. A corda bamba dos sonhos escapou, a estrela que eu me apoiava resolveu se casar, cai em mim de novo, o destino ainda estava na minha frente, parado esperando o bonde.

“O bonde para visitar a via Láctea já passou ano passado, terá que esperar por mais um par de anos, sinto muito senhor Destino” – Eu disse tentando faze-lo mudar.
Em silencio ele permaneceu, olhou por cima do ombro uma dúzia de vezes para as pessoas desconhecidas que passavam. Ele sorriu, de repente afirmou: “– As pessoas querem te ver bem, mas nunca melhor do que elas... Essa é a minha carona, “Qualquer caminho serve quando você não sabe para onde está indo” meu trabalho por aqui acabou!” Confusa eu tentei segui-lo, mas o acaso cruzou com o destino, tiveram suas ligações e trocaram de lugar, ou não. Já não sabia se eu tinha vida o suficiente para entender e ALI EU PERCEBI, naquele momento eu era mais eu mesma que qualquer outra pessoa. Mas eu ainda não queria me ser, não queria crescer, não queria reagir.

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Manu, a menina que sabia ouvir...

"Não é que Manu desse tão bons conselhos, ou sempre encontrasse as palavras certas para dizer. Não é que ela divertisse o pessoal, cantando, dançando, ou tocando algum instrumento. Não é que ela tivesse poderes mágicos, ou lesse a mão, ou enxergasse o futuro.
O que Manu sabia fazer melhor do que qualquer outra pessoa, era ouvir. Não é coisa que qualquer um pode fazer. E a maneira como Manu ouvia era realmente fora do comum. Manu ouvia de um jeito que fazia as pessoas burras terem idéias inteligentes. Ela não dizia, nem perguntava, nada que pudesse pôr tais idéias na cabeça das pessoas: ela ficava simplesmente ali sentada, ouvindo com atenção e simpatia. E fitava a pessoa com seus grandes olhos negros, dando-lhe a impressão de que as idéias que surgiam haviam nascido espontaneamente.(...)
Era essa a maneira de ouvir de Manu."




__ Você disse que seu nome é Manu, não foi?
__ Disse.
__ É um nome bonito, mas de que eu nunca tinha ouvido falar. Quem deu esse nome a você?
__ Eu mesma.
__ Você mesma? . . .
__ É.
__ Quando você nasceu?
Manu pensou um pouco, e afinal disse:
__ Acho que eu sempre estive aqui.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011



A Solução


Chamava-se Almira e engordara demais. Alice era a sua maior amiga. Pelo menos era o que dizia a todos com aflição, querendo compensar com a própria veemência a falta de amizade que a outra lhe dedicava.
Alice era pensativa e sorria sem ouvi-la, continuando a batera máquina.
À medida que a amizade de Alice não existia, a amizade de Almira mais crescia.
Alice era de rosto oval e aveludado. O nariz de Almira brilhava sempre. Havia no rosto de Almira uma avidez que nunca lhe ocorrera disfarçar: a mesma que tinha por comida, seu contato mais direto com o mundo.
Por que Alice tolerava Almira, ninguém entendia. Ambas eram datilógrafas e colegas, o que não explicava. Ambas lanchavam juntas, o que não explicava. Saíam do escritório à mesma hora e esperavam condução na mesma fila. Almira sempre pajeando Alice. Esta, distante e sonhadora, deixando-se adorar. Alice era pequena e delicada. Almira tinha o rosto muito largo, amarelado e brilhante: com ela o batom não durava nos lábios, ela era das que comem o batom sem querer.
Gostei tanto do programa da Rádio Ministério da Educação, dizia Almira procurando de algum modo agradar. Mas Alice recebia tudo como se lhe fosse devido, inclusive a ópera do Ministério da Educação.
Só a natureza de Almira era delicada. Com todo aquele corpanzil, podia perder uma noite de sono por ter dito uma palavra menos bem dita. E um pedaço de chocolate podia de repente ficar-lhe amargo na boca ao pensamento de que fora injusta. O que nunca lhe faltava era chocolate na bolsa, e sustos pelo que pudesse ter feito. Não por bondade. Eram talvez nervos frouxos num corpo frouxo.
Na manhã do dia em que aconteceu, Almira saiu para o trabalho correndo, ainda mastigando um pedaço de pão. Quando chegou ao escritório, olhou para a mesa de Alice e não a viu. Uma hora depois esta aparecia de olhos vermelhos. Não quis explicar nem respondeu às perguntas nervosas de Almira. Almira quase chorava sobre a máquina.
Afinal, na hora do almoço, implorou a Alice que aceitasse almoçarem juntas, ela pagaria.
Foi exatamente durante o almoço que se deu o fato.
Almira continuava a querer saber por que Alice viera atrasada e de olhos vermelhos. Abatida, Alice mal respondia. Almira comia com avidez e insistia com os olhos cheios de lágrimas.

Sua gorda! disse Alice de repente, branca de raiva. Você não pode me deixarem paz?!
Almira engasgou-se com a comida, quis falar, começou a gaguejar. Dos lábios macios de Alice haviam saído palavras que não conseguiam descer com a comida pela garganta de Almira G. de Almeida.

— Você é uma chata e uma intrometida, rebentou de novo Alice. Quer saber o que houve, não é? Pois vou lhe contar, sua chata: é que Zequinha foi embora para Porto Alegre e não vai mais voltar! Agora está contente, sua gorda?

Na verdade Almira parecia ter engordado mais nos últimos momentos, e com comida ainda parada na boca.
Foi então que Almira começou a despertar. E, como se fosse uma magra...      
 pegou o garfo e enfiou-o no pescoço de Alice. O restaurante, ao que se disse no jornal, levantou-se como uma só pessoa. Mas a gorda, mesmo depois de feito o gesto, continuou sentada olhando para o chão, sem ao menos olhar o sangue da outra.
Alice foi ao Pronto-Socorro, de onde saiu com curativos e os olhos ainda arregalados de espanto. Almira foi presa em flagrante.
Algumas pessoas observadoras disseram que naquela amizade bem que havia dente-de-coelho. Outras, amigas da família, contaram que a avó de Almira, dona Altamiranda, fora mulher muito esquisita. Ninguém se lembrou de que os elefantes, de acordo com os estudiosos do assunto, são criaturas extremamente sensíveis, mesmo nas grossas patas.
Na prisão Almira comportou-se com docilidade e alegria, talvez melancólica, mas alegria mesmo. Fazia graças para as companheiras. Finalmente tinha companheiras. Ficou encarregada da roupa suja, e dava-se muito bem com as guardiãs, que vez por outra lhe arranjavam uma barra de chocolate. Exatamente como para um elefante no circo.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

        .Prudlik                 (W)                           diz:
*aah gostei dessa
*desse*
'                                                                              R        eddi     (.TheRunaways) diz:
*desse o que?
*to vendo the runaways *u
        .Prudlik                 (W)                           diz:
*blog
'                                                                              R        eddi     (.TheRunaways) diz:
*ah
*ja to pensando em deletar
*AHUAHAUHAUHA
        .Prudlik                 (W)                           diz:
*aah não
'                                                                              R        eddi     (.TheRunaways) diz:
*hauhauah
*tenho que pensar no que escrever
        .Prudlik                 (W)                           diz:
*o que sente agora?
*escreve isso
*hahahha
'                                                                              R        eddi     (.TheRunaways) diz:
*quero matar o filho da puta que inventou a paixão
*e romanceszinhos de um dia
        .Prudlik                 (W)                           diz:
*isso aiiiiiiiiiiiii (Y)
'                                                                              R        eddi     (.TheRunaways) diz:
*quero esfregar a cara dele no asfalto
*até ver os dentes
        .Prudlik                 (W)                           diz:
*aproveita agora que ta bem quente
'                                                                              R        eddi     (.TheRunaways) diz:
*e quando ver vo arrancar com alicate
*e prender os dedos dele na porta
*até ficar deformado
*entupirei ele de chocolate e amendoim pra quando começar a nascer a pele do rosto, ele ter milhoes de espinhas e ficar cheio de estrias
*acho que é isso que eu sinto
[Laura] – Por favor uma trégua, não agüento mais isso.
[Tatiana] – Mas a gente já deu uma trégua.
[Laura] – Como? Quando?
[Tatiana] – Faz 2 dias.
[Laura] – Mas você não me deu nada.
[Tatiana]- Dei, uma trégua.
[Laura] – Algo que dê pra pegar com as mãos, se não como eu ia saber que a gente deu uma trégua?
[Tatiana] – Mas num parece que a gente ta de bem? Eu tenho que sempre te dar algo pra você saber?
[Laura] – Perai! A gente deu uma trégua ou a gente ta de bem?
[Tatiana] - ...
[Laura]- Saii, eu não quero mais você aqui!! E toma de volta o seu presente!! – estende a mão e põe “nada” em suas mãos. – 
Dizem que piscianas são fantasiosas, né?
Pois então eu vou contar-lhes minhas fantasias. ( lescontomesenvies )

Bom dia, ou boa tarde...
Hoje está chovendo muito, mas eu resolvi fazer um blog. E por que diabos eu resolvi fazer OUTRO blog, se eu já tenho 2? Mais 3 fotologs. Pq os outros blogs são do Zip.net e não da pra add todo mundo que pede.
(www.lescontocontos.zip.net)

Queria por musicas nessa coisa aqui.
Mas tudo bem... Eu mando o link e já era.
(Twitter) @_Astronautaa