Aconselho que fechem os olhos – Parte I
Eu tentei ser mais forte, tentei superar o medo de perder meus amigos, tentei ajudar pessoas na rua, tentei não ficar com peso na consciência por não dar esmolas, tentei ser uma boa aluna, tentei ser boa namorada, tentei ser boa funcionária, tentei não ser quem eu era para satisfazer os prazeres da sociedade “olhos fechados pro mundo”.
Depois de um tempo descobri que tentar não era o bastante, nada ia se transformar, parti pra briga, alimentei o espírito, bebi coragem, pintei uma armadura e fugi pra mim. Me presenciei em coisas que se eu fosse eu, não faria, me juntei em bandos que me olhando de longe eu me bulinaria. Garanti que se eu fosse eu, jamais me seria. Daí em diante tracei minha meta, nunca me ser. Okay, me juntei em mim e fingi te ser.
Te sendo, descobri o quando você se parecia comigo, você sendo você me encantava cada vez mais, e me desequilibrava só de te ouvir respirar. Eu te pertencia em mim, você não gostava de pertencer a ninguém, mas seus olhos eróticos me chamavam tão alto, gritavam escandalosamente, meus olhos te ouviam e te gravavam nas melhores notas musicais.
Quando eu me olhava no espelho eu te via, sorria com meu reflexo. "Você não sabe nada sobre mim. Não, você que não sabe nada sobre você." “Todos nós temos um lado que ninguém mais conhece”. As paredes pichadas com devaneios faziam o cenário de fundo e sua respiração ofegava como a trilha perfeita. Dei um passo a frente para te abraçar, fiquei me perguntando por quanto tempo mais eu ia permanecer me abraçando. Você sempre soube que eu não era eu, mas... não sabia quem eu realmente era, é difícil de se ver em mim? Soltei-me, pensei por um instante me ser novamente, mas não seria conveniente “tentar” outra vez. Sem querer, cai em mim. Me arrastei tentando escalar as estrelas, o destino dobrou a esquina, inspirei a raiva, eu não acreditava em destinos, eu tinha minhas próprias opiniões... Não, eu não tinha. Você achava que as coisas apenas aconteciam, então assim haveria de ser. A corda bamba dos sonhos escapou, a estrela que eu me apoiava resolveu se casar, cai em mim de novo, o destino ainda estava na minha frente, parado esperando o bonde.
“O bonde para visitar a via Láctea já passou ano passado, terá que esperar por mais um par de anos, sinto muito senhor Destino” – Eu disse tentando faze-lo mudar.
Em silencio ele permaneceu, olhou por cima do ombro uma dúzia de vezes para as pessoas desconhecidas que passavam. Ele sorriu, de repente afirmou: “– As pessoas querem te ver bem, mas nunca melhor do que elas... Essa é a minha carona, “Qualquer caminho serve quando você não sabe para onde está indo” meu trabalho por aqui acabou!” Confusa eu tentei segui-lo, mas o acaso cruzou com o destino, tiveram suas ligações e trocaram de lugar, ou não. Já não sabia se eu tinha vida o suficiente para entender e ALI EU PERCEBI, naquele momento eu era mais eu mesma que qualquer outra pessoa. Mas eu ainda não queria me ser, não queria crescer, não queria reagir.
Em silencio ele permaneceu, olhou por cima do ombro uma dúzia de vezes para as pessoas desconhecidas que passavam. Ele sorriu, de repente afirmou: “– As pessoas querem te ver bem, mas nunca melhor do que elas... Essa é a minha carona, “Qualquer caminho serve quando você não sabe para onde está indo” meu trabalho por aqui acabou!” Confusa eu tentei segui-lo, mas o acaso cruzou com o destino, tiveram suas ligações e trocaram de lugar, ou não. Já não sabia se eu tinha vida o suficiente para entender e ALI EU PERCEBI, naquele momento eu era mais eu mesma que qualquer outra pessoa. Mas eu ainda não queria me ser, não queria crescer, não queria reagir.

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