quarta-feira, 14 de setembro de 2011

A Bíblia NÃO condena a homossexualidade
As investigações científicas mais recentes demonstraram e denunciaram erros de tradução e de interpretação nas passagens que dizem respeito à homossexualidade. A maioria define claramente, como por exemplo em Ezequiel 16, 48-49 e no Livro da Sabedoria 9, 13-14, qual foi o pecado de Sodoma (Génesis 19): orgulho, ódio, abuso, dureza de coração. Sexo nunca é mencionado. Também o termo “não natural”, por exemplo, que encontramos na Carta aos Romanos 1, 28-29 devia ter sido traduzido pelos termos “atípico” ou “não convencional”. A Bíblia lida em coerência com os seus próprios termos e contexto, não apresenta nenhuma condenação explícita dos actos homossexuais. Ver D. A. Helminiak, What the Bible Really Says About Homossexuality, Alamo Press, 1994.

O Cristianismo NÃO se opôs sempre à homossexualidade
Até cerca de 1200, excepto no período por volta da altura da queda do Império Romano, a homossexualidade era, em geral, aceite na Europa cristã. No século VII, na Espanha Visigoda, uma série de seis conselhos nacionais da Igreja recusaram-se a apoiar a legislação do soberano contra actos homossexuais. No século IX códigos penais extensos por toda a Europa tratavam de questões sexuais detalhadamente, mas nenhum fora de Espanha proibía actos homossexuais. Pela altura da Alta Idade Média existia uma sub-cultura gay emergente e um corpo de literatura gay padrão estudada nas Universidades dirigidas pela Igreja. Ver J. Boswell em Christianity, Social Tolerance and Homosexuality, University Chigago Press, 1980.
Na prática da Igreja, procriação NÃO é essencial para ter relações sexuais
A filosofia estóica defendia que a concepção de bebés era a única razão eticamente aceitável para ter relações sexuais. O Cristianismo desde cedo incorporou esta noção na sua doutrina e algumas igrejas invocam-na para condenar a homossexualidade. Contudo, muitas destas igrejas permitem o uso de contraceptivos e permitem o casamento (e relações sexuais) entre casais que sabem serem estéreis ou entre casais que já ultrapassaram a idade para procriar. Até mesmo a Igreja Católica enfatizou recentemente a importância da união emocional e da partilha do amor como centrais para a intimidade sexual. Evidentemente, as igrejas não acreditam que a única e principal razão para a intimidade sexual é a procriação.
O argumento da “complementaridade” NÃO é coerente
Supostamente a complementaridade dos sexos é uma requisição estabelecida por Deus para os relacionamentos sexuais. Mas a “masculinidade” e “feminilidade” são estereótipos. Na realidade, as características da personalidade das pessoas são mistas e abrangem tanto a esfera do masculino e como a esfera do feminino. Quaisquer duas pessoas, heterossexuais ou homossexuais, podem facilmente qualificar-se como complementares nalgumas características psicológicas, ou noutras. Deste modo, a complementaridade em questão só pode ser biológica. Ora, apelar à complementaridade é só uma maneira de dizer que só uma mulher e um homem podem partilhar a intimidade sexual. Logo, o verdadeiro argumento é este: as relações sexuais homossexuais são erradas porque sexo entre um homem e uma mulher é que está certo; casais homossexuais não podem partilhar nenhuma intimidade sexual porque não são heterossexuais. O argumento não explica nada, é circular, a verdadeira questão fica por responder. Indo um pouco mais longe, o argumento da complementaridade afirma que o único acto sexual permissível é a relação sexual entre pénis e vagina, mas não apresenta nenhuma razão para esta afirmação (na qual poucos acreditam, de qualquer modo).
A homossexualidade NÃO é uma doença
A Religião afirma que a homossexualidade é uma aberração em relação à ordem da criação de Deus. Contudo, a maioria das investigações científicas – zoológica, médica, psicológica, sociológica e antropológica – mostram que a homossexualidade é uma variante normal. Não só é prevalente em muitas espécies animais, como nos humanos a homossexualidade tem uma base biológica, é fixada no início da infância e presente em praticamente todas as culturas conhecidas. Não há nenhuma prova credível de que a orientação sexual pode – ou deve – ser modificada. A não ser que ser simplesmente homossexual em si venha a ser considerado como uma patologia com que se nasce, a ciência actual não é capaz de detectar nada de “doente” na homossexualidade e considera-a parte do mundo que Deus criou.
Os homossexuais NÃO são irreligiosos
Muitas pessoas condenam os homossexuais afirmando que são contra Deus e pecadores, mas os homossexuais cristãos contemporâneos reconhecem a sua auto-aceitação como fruto da graça de Deus. Eles testemunham que desde que “se assumiram” sentem-se mais felizes, mais saudáveis, mais produtivos, mais afectuosos, mais em paz, mais alegres e mais próximos das outras pessoas – e mais próximos de Deus. De acordo com o critério de Jesus “Pelos seus frutos os reconhecerás” (Mateus 7, 16) os homossexuais cristãos devem ser verdadeiros profetas do nosso tempo. Pelo contrário, colocar a tônica nos piores elementos e exemplos da comunidade homossexual – ou heterossexual – é uma maneira injusta de avaliar a questão.
*Traduzido por Rita P. Silva de “Religious Arguments Against Homosexuality” © Daniel Helminiak
Se formos analisar de acordo com a realidade social das pessoas, aos olhos de algumas religiões não faríamos quase nada, como pelo Catolicismo nem usaríamos a caminha para prevenção, só faríamos sexo para reprodução, mas sabemos que sexo não é só para isso, pesquisas científicas e Médicos comprovam que uma vida sexual saudável, independente de Homo, Bi ou Hetero, faz muito bem para a saúde física e emocional de qualquer ser vivo, o importante é estar bem resolvido e fazer qualquer coisa que seja no limite.
No entanto, enquanto uma pessoa não estiver bem preparada e viver com sentimento de culpa, vai estar se martirizando do mesmo jeito. Tire esse peso das costas. Se privar de encarar sua realidade como realmente sente e quer ser na essência, baseado numa visão externa vai deixar de viver a sua própria vida e sim viver a vida que outros querem para você.
E uma pessoa adulta pode e deve buscar o que é melhor para si mesma, distinguindo o que é bom e mal, mas no seu próprio embasamento. Construa sua vida, seus princípios, seus norteamentos, sim baseados nos que você se identifica, mas não ser igual a nada e ninguém. Seja honesto com você mesmo. Você não é uma cópia, você é único, seja mais você e viva buscando a SUA felicidade.
Existem tantas coisas ruins, tanta destruição no mundo e entre as pessoas que ficar recriminando a sexualidade saudável é falta do que fazer e se preocupar.

Autora: Aline S.  
Fonte http://paradalesbica.com.br/2011/09/homossexualidade-e-religiao/

segunda-feira, 5 de setembro de 2011


Uma semente, sua solidão, acaso...

Gostaria de saber, por um dia, o que é ter um sentimento de preenchimento completo, porque a de vazio completo eu já sei e vivo inteiramente.
Em caráter de exceção eu poderia te fazer feliz pro resto da vida, nunca iria te fazer sofrer, e morreríamos lado a lado em uma cama confortável. Mas me desculpe, eu não existo, sou fruto da sua imaginação ideal.
Sempre sem tempo, corre de um lado para o outro, sem sair do lugar, sem perceber, sem sentir, respirando por protocolo, vendo sem ver, respondendo sem pensar, critica as coisas sem saber o que se passa, “O tempo está curto, me desculpe? Deixa-me passar, com licença.” Atrapalha o próprio tempo, está lendo, está rápido, o final do mês demorará, hoje é apenas dia 5. “- Dois mais dois, igual a quarto.” “-Pegue uma borracha, hoje é igual a seis, e amanhã terá um aumento.” “Já estou pronta para tudo!” “Agora não, deixe-me passar” “Por que não me ligou, eu te esperei enquanto trabalhava de madrugada” “Oi estamos mentindo para você nos acompanhar diariamente, faça o que dissermos, porque estará certo.” “Não, estou ocupada, com licença.” Sempre não, depois, talvez... O que se faz quando não se tem tempo para viver? O que se faz enquanto espera o tempo, ter tempo para você? Quanto tempo você vai ficar esperando ter tempo, para ter tempo? O tempo não anda mais devagar só porque se corre contra ele, ele não está nem contra nem a favor. Todas as horas estão erradas, não existe momento certo para se mentir, não procure uma hora certa para mentir para mim, o relógio está desprogramado, mas não parado. Ouça o tic-tac, ele vai explodir. “Pare de tomar chá, isso é perca de tempo.” O tempo não se perde, nem você o perde, sempre vem outro atrás, tão parecido quando o que o atropelou, mas fica diferente a cada segundo... minuto, completamente mudado, e sempre o mesmo. “Quer ser igual ou diferente? Tanto faz... os diferentes são iguais a alguns, os iguais não são tão iguais assim.” Isso tudo é mentira. “Sim, eu arrumei o momento certo de mentir para você, finja que entendeu e sorria.”