sexta-feira, 14 de janeiro de 2011



A Solução


Chamava-se Almira e engordara demais. Alice era a sua maior amiga. Pelo menos era o que dizia a todos com aflição, querendo compensar com a própria veemência a falta de amizade que a outra lhe dedicava.
Alice era pensativa e sorria sem ouvi-la, continuando a batera máquina.
À medida que a amizade de Alice não existia, a amizade de Almira mais crescia.
Alice era de rosto oval e aveludado. O nariz de Almira brilhava sempre. Havia no rosto de Almira uma avidez que nunca lhe ocorrera disfarçar: a mesma que tinha por comida, seu contato mais direto com o mundo.
Por que Alice tolerava Almira, ninguém entendia. Ambas eram datilógrafas e colegas, o que não explicava. Ambas lanchavam juntas, o que não explicava. Saíam do escritório à mesma hora e esperavam condução na mesma fila. Almira sempre pajeando Alice. Esta, distante e sonhadora, deixando-se adorar. Alice era pequena e delicada. Almira tinha o rosto muito largo, amarelado e brilhante: com ela o batom não durava nos lábios, ela era das que comem o batom sem querer.
Gostei tanto do programa da Rádio Ministério da Educação, dizia Almira procurando de algum modo agradar. Mas Alice recebia tudo como se lhe fosse devido, inclusive a ópera do Ministério da Educação.
Só a natureza de Almira era delicada. Com todo aquele corpanzil, podia perder uma noite de sono por ter dito uma palavra menos bem dita. E um pedaço de chocolate podia de repente ficar-lhe amargo na boca ao pensamento de que fora injusta. O que nunca lhe faltava era chocolate na bolsa, e sustos pelo que pudesse ter feito. Não por bondade. Eram talvez nervos frouxos num corpo frouxo.
Na manhã do dia em que aconteceu, Almira saiu para o trabalho correndo, ainda mastigando um pedaço de pão. Quando chegou ao escritório, olhou para a mesa de Alice e não a viu. Uma hora depois esta aparecia de olhos vermelhos. Não quis explicar nem respondeu às perguntas nervosas de Almira. Almira quase chorava sobre a máquina.
Afinal, na hora do almoço, implorou a Alice que aceitasse almoçarem juntas, ela pagaria.
Foi exatamente durante o almoço que se deu o fato.
Almira continuava a querer saber por que Alice viera atrasada e de olhos vermelhos. Abatida, Alice mal respondia. Almira comia com avidez e insistia com os olhos cheios de lágrimas.

Sua gorda! disse Alice de repente, branca de raiva. Você não pode me deixarem paz?!
Almira engasgou-se com a comida, quis falar, começou a gaguejar. Dos lábios macios de Alice haviam saído palavras que não conseguiam descer com a comida pela garganta de Almira G. de Almeida.

— Você é uma chata e uma intrometida, rebentou de novo Alice. Quer saber o que houve, não é? Pois vou lhe contar, sua chata: é que Zequinha foi embora para Porto Alegre e não vai mais voltar! Agora está contente, sua gorda?

Na verdade Almira parecia ter engordado mais nos últimos momentos, e com comida ainda parada na boca.
Foi então que Almira começou a despertar. E, como se fosse uma magra...      
 pegou o garfo e enfiou-o no pescoço de Alice. O restaurante, ao que se disse no jornal, levantou-se como uma só pessoa. Mas a gorda, mesmo depois de feito o gesto, continuou sentada olhando para o chão, sem ao menos olhar o sangue da outra.
Alice foi ao Pronto-Socorro, de onde saiu com curativos e os olhos ainda arregalados de espanto. Almira foi presa em flagrante.
Algumas pessoas observadoras disseram que naquela amizade bem que havia dente-de-coelho. Outras, amigas da família, contaram que a avó de Almira, dona Altamiranda, fora mulher muito esquisita. Ninguém se lembrou de que os elefantes, de acordo com os estudiosos do assunto, são criaturas extremamente sensíveis, mesmo nas grossas patas.
Na prisão Almira comportou-se com docilidade e alegria, talvez melancólica, mas alegria mesmo. Fazia graças para as companheiras. Finalmente tinha companheiras. Ficou encarregada da roupa suja, e dava-se muito bem com as guardiãs, que vez por outra lhe arranjavam uma barra de chocolate. Exatamente como para um elefante no circo.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

        .Prudlik                 (W)                           diz:
*aah gostei dessa
*desse*
'                                                                              R        eddi     (.TheRunaways) diz:
*desse o que?
*to vendo the runaways *u
        .Prudlik                 (W)                           diz:
*blog
'                                                                              R        eddi     (.TheRunaways) diz:
*ah
*ja to pensando em deletar
*AHUAHAUHAUHA
        .Prudlik                 (W)                           diz:
*aah não
'                                                                              R        eddi     (.TheRunaways) diz:
*hauhauah
*tenho que pensar no que escrever
        .Prudlik                 (W)                           diz:
*o que sente agora?
*escreve isso
*hahahha
'                                                                              R        eddi     (.TheRunaways) diz:
*quero matar o filho da puta que inventou a paixão
*e romanceszinhos de um dia
        .Prudlik                 (W)                           diz:
*isso aiiiiiiiiiiiii (Y)
'                                                                              R        eddi     (.TheRunaways) diz:
*quero esfregar a cara dele no asfalto
*até ver os dentes
        .Prudlik                 (W)                           diz:
*aproveita agora que ta bem quente
'                                                                              R        eddi     (.TheRunaways) diz:
*e quando ver vo arrancar com alicate
*e prender os dedos dele na porta
*até ficar deformado
*entupirei ele de chocolate e amendoim pra quando começar a nascer a pele do rosto, ele ter milhoes de espinhas e ficar cheio de estrias
*acho que é isso que eu sinto
[Laura] – Por favor uma trégua, não agüento mais isso.
[Tatiana] – Mas a gente já deu uma trégua.
[Laura] – Como? Quando?
[Tatiana] – Faz 2 dias.
[Laura] – Mas você não me deu nada.
[Tatiana]- Dei, uma trégua.
[Laura] – Algo que dê pra pegar com as mãos, se não como eu ia saber que a gente deu uma trégua?
[Tatiana] – Mas num parece que a gente ta de bem? Eu tenho que sempre te dar algo pra você saber?
[Laura] – Perai! A gente deu uma trégua ou a gente ta de bem?
[Tatiana] - ...
[Laura]- Saii, eu não quero mais você aqui!! E toma de volta o seu presente!! – estende a mão e põe “nada” em suas mãos. – 
Dizem que piscianas são fantasiosas, né?
Pois então eu vou contar-lhes minhas fantasias. ( lescontomesenvies )

Bom dia, ou boa tarde...
Hoje está chovendo muito, mas eu resolvi fazer um blog. E por que diabos eu resolvi fazer OUTRO blog, se eu já tenho 2? Mais 3 fotologs. Pq os outros blogs são do Zip.net e não da pra add todo mundo que pede.
(www.lescontocontos.zip.net)

Queria por musicas nessa coisa aqui.
Mas tudo bem... Eu mando o link e já era.
(Twitter) @_Astronautaa